O caminho dos trilhos


A partir de Cascatinha começava a 3ª seção da estrada de ferro que ora vinha margeando o Piabanha pela sua margem direita ora pela esquerda. Várias pontes tiveram que ser construidas: a primeira sobre o ribeirão da Samambaia, a segunda sobre o Rio do Bonfim, em seguida mais duas sobre os ribeirões de Padro Amaro e Urubu. A quinta ponte, sobre o Rio Piabanha na altura do Rio da Cidade, foi uma das maiores: 30m de vão passando cerca de 7,5m acima da água. Depois a ferrovia transpunha os ribeirões do Manga Larga, Magé, Pegado, Barra Mansa e outros menores. A partir desse trecho a linha abandonava o Piabanha e começava a subir o Alto do Cedro a fim de evitar obras muito dispendiosas caso continuasse a acompanhar o rio pelas pedreiras e cachoeiras do Taquaril (como fazia a União e Indústria – 1861). O Alto do Cedro foi transposto por um túnel de 147 metros. Na altura de Areal uma grande ponte, acho que a maior delas, teve que ser construida. Ela tinha 68m de vão total, fazendo uma curva sobre uma corredeira, e a altura dos trilhos acima do rio chegava a 9,30m. A partir dessa ponte o trilho descia até a confluência do Piabanha com o Rio Preto onde foi construida a estação de Areal, considerada importantíssima porque ali tocavam-se as freguesias de Bemposta, Cebolas e Sapucaia. Nesse ponto terminava a 3ª secão. A 4ª seção comprrendia o trecho entre Areal e São José do Rio Preto passando pelas localidades da Barra do Rio Bonito, Camboatá e Águas Claras. Concluido todo esse percursso a Estrada de Ferro do Grão Pará, a partir do seu ponto inicial no Porto de Mauá, completaria, aproximadamente, 92 mil quilômetros. O último dia da viagem do trem por todos esses trilhos foi em 5 de novembro de 1964.

 

 
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