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Engana-se quem pensa que Itaipava virou um
pólo de ceramistas por generosidade da mãe natureza.
Pelo contrário, a matéria prima encontrada por aqui
não era, de forma alguma, um fator que facilitasse a vida
dos artistas. O barro de que dispunham na região era muito
rico em sílica, substância mineral abundante na crosta
terrestre mas pouco apropriada à confecção
de peças de cerâmica mais delicadas. Era, enfim, uma
luta continua dos ceramistas contra a matéria rebelde. Até
que cansados da batalha, começaram a importar barro mais
apropriado do interior das Minas Gerais.
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