Guia de Itaipava: há dez anos uma referência
para a região

Por Luciano do Carmo

Difícil hoje em dia encontrar quem, costumeiramente, venha passar as férias na Serra, sejam estas de verão ou de inverno, e, tão logo chegue à região não pergunte a um comerciante ou prestador de serviços se sua loja, escritório ou consultório não disponibilize a mais recente edição do Guia de Itaipava. Isso porque, nos últimos anos, ele tornou-se uma referência em Itaipava e seus arredores, um verdadeiro “guia” que traz o que há de novo na Serra, além de listar as já tradicionais pousadas, restaurantes, shoppings, condomínios, ateliês e profissionais em geral, que atuam por aqui, com seus respectivos telefones e endereços. Com a edição de Verão 2008, que chega às mãos dos leitores, o Guia de Itaipava completa 20 edições coroadas de grande êxito, e traz, nessa edição comemorativa, algumas novidades, como mudanças em seu layout tanto na versão impressa quanto na sua edição on-line.


A publicação, que é editada duas vezes por ano, foi idealizada pela promotora de eventos Celina Prates em 1997, por solicitação de empresários locais. O projeto piloto para a revista acabou sendo o Mapa de Turismo Ecológico da Serra, uma publicação também editada por Celina (que fazia parte do movimento ambientalista local no início da década de 90), que trazia, catalogados, os produtores rurais da região e seus agronegócios, que na época começavam a despontar. Eram criatórios, plantações, atividades rurais de lazer e ecológicas, enumeradas por localidade.

“O Mapa tinha fidelidade geográfica, pois se baseava em estudos do IBGE, e trazia novidades para a época, como criações de escargot e shiitake”, lembra Celina. O sucesso do mapa ecológico foi grande, chegando a ser divulgado até mesmo na imprensa carioca. Isso despertou a idéia de lançar um guia comercial, o que ela acabou realizando.
Com o crescimento comercial da região, o Guia de Itaipava cresceu junto. Tudo foi planejado, como o tamanho reduzido (se comparado a uma revista), ideal para se carregar na bolsa ou no porta-luvas do carro; as seções, distribuídas por atividade comercial; e a qualidade gráfica indispensável a uma publicação que se propõe a divulgar a beleza arquitetônica e natural que a cidade de Petrópolis oferece.

“A durabilidade e a praticidade do Guia de Itaipava são seus diferenciais. Já cruzei com pessoas em shoppings de Itaipava portando edições lançadas dois anos antes, em busca de endereços de anunciantes”, destaca a idealizadora do projeto. A tiragem de dez mil exemplares, mantida nas últimas edições, faz com que o Guia atinja um universo aproximado de trinta mil pessoas por edição, proporcionando um excelente custo-benefício para seus anunciantes.
Fiel às suas tradições, Celina Prates optou por não fazer do seu guia uma publicação simplesmente comercial. Assim sendo, em nenhuma das 20 edições já lançadas, ela comercializou a capa e a contracapa do mesmo, sempre reservadas, respectivamente, a uma foto de paisagem ou monumento histórico da região e a informações de cunho ecológico. Além disso, há também uma seção chamada “Caminhos da Memória”, que, excepcionalmente nesta edição comemorativa, cede seu lugar a essa matéria. Nesse espaço, são relembrados prédios ou lugares históricos da região, muitos deles não mais existentes, pois deram lugar a empreendimentos que o crescimento acelerado de Itaipava fez surgirem. Essa coletânea, pesquisada ao longo dos dez anos do Guia de Itaipava, será conteúdo do livro “Caminhos da Memória”, que a Celina Prates pretende em breve lançar.

Aqui cabe destacar, também, um pouco da histórica relação com Itaipava que a  coodenadora do guia possui. Descendente de uma família que adotou o distrito para viver há quatro gerações, ela é, além de tudo, uma apaixonada pelo lugar, onde militou em movimentos em defesa do meio ambiente (sendo o mais conhecido deles a ong SOS Piabanha), foi comerciante, antiquária e, ainda hoje, atua como promotora de eventos.
Em sua história e, sem dúvida, na história de Itaipava das últimas três décadas, não há quem não tenha ouvido falar no Galpão, um espaço que foi por Celina Prates inaugurado em 1983 e que, inicialmente, oferecia comidinhas e artesanato, tudo produzido por pessoas do lugar. Em seguida, o espaço passou a ser também uma galeria de artes, tendo lançado muitos artistas da terra e trazido outros de fora. Foi um dos grandes propulsores de cultura em Petrópolis no decurso dos anos 80 e 90.

 
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